Corpo diplomático reafirma disponibilidade em apoiar o País

Corpo diplomático reafirma disponibilidade em apoiar o País

Numa declaração lida na Cerimónia de Cumprimentos de Ano Novo ao Chefe de Estado Angolano, José Eduardo dos Santos, o decano do Corpo Diplomático, Jean Baptiste Dzangue, reconheceu os esforços multiformes e os sacrifícios de Angola, no sentido de tentar encontrar soluções idóneas a para os conflitos em África.

Ressaltou os esforços pessoais do Chefe de Estado Angolano em matéria de liderança, a nível da União Africana, da SADC, CIRGL, CPLP, CEEAC e outras.

Jean Baptiste Dzangue afirmou, por outro lado, que, mesmo com um importante processo de prevenção da violência e consolidação da paz iniciado há décadas, com o apoio das Nações Unidas, a África central não se livrou ainda do inferno da guerra.

“Assistimos sempre a focos de conflitos internos e regionais susceptíveis de provocar catástrofes humanitárias, ameaçando seriamente a paz e a segurança na região”, expressou.

Reconheceu que muitas iniciativas (cimeiras, conferências, seminários etc.) foram realizadas na nossa sub-região e muitas resoluções foram tomadas.

A África, disse, conhece certamente muitas formas de insegurança, criminalidade, tráficos de armas devido ao grande banditismo nacional e transfronteiriço.

Para si, é uma realidade a não subestimar, sobretudo com a presença de muitos Estados fragilizados por esses conflitos pandémicos tendente a aumentar os riscos de actos terroristas.

Afirmou que fora do continente, a situação no mundo também não é encorajadora.

Referiu que esse mesmo flagelo, o terrorismo e o grande banditismo constitui, doravante, o primeiro problema de segurança.

Para si, isso necessita imperativamente uma estratégia anti-terrorismo mundial das Nações Unidas, em conformidade às pertinentes recomendações adoptadas a 30 de Junho e 1 de Julho de 2014, pela Assembleia Geral, sobre a qual Angola jogou um papel muito importante para a África, durante o seu mandato como membro não permanente do Conselho de Segurança.

“Que seja felicitado pela sua prestigiosa contribuição”, expressou.

Disse esperar, por outro lado, que as conclusões da COP22, realizada em Marrakech, em Marrocos, sejam um sinal forte para a mudança a favor de uma nova era da implementação do Acordo de Paris, que sublima a necessária e concreta determinação de todos inspirarem solidariedade, esperança e oportunidade às gerações presentes e futuras, tendo em conta, sobretudo, as necessidades específicas e circunstâncias particulares dos países em via de desenvolvimento, os menos avançados e particularmente os mais vulneráveis.

“Os nossos países deveriam conseguir ter economias mais fortes e mais competitivas contando a priori e antes de tudo com o que é mais seguro e ao nosso alcance”, declarou.

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